sábado, 10 de abril de 2010

Alunos da URCA pedem o início das obras da Cidade Universitária

Postado por Ícaro Vasconcelos quinta-feira, 8 de abril de 2010

Na noite de quarta-feira (07) de abril, o governador do Ceará, Cid Ferreira Gomes, esteve na cidade de Iguatu para assinar a ordem de serviço das obras de uma Policlínica que será construída no mesmo local do antigo Hospital Santo Antonio. Uma multidão compareceu ao local, onde um pouco antes da chegada do governador a banda de forró Remexe tocou.
Há alguns anos Cid prometeu aos estudantes iguatuenses que implantaria na cidade um Centro Universitário ou Cidade Universitária na qual incluiria três faculdades: FATEC (esta que Iguatu ainda não tem e que há muito tempo necessita), URCA – Universidade Regional do Cariri e a UECE (Fecli). Meses e mais meses se passaram e o que a gente viu foi uma burocracia imensa para que a licitação saísse, deixando assim os estudantes desapontados com a demora no início da construção daquele tão sonhado centro. E meses atrás Cid Gomes nos prometeu, novamente, que no dia que viesse a Iguatu assinar a ordem de serviço da construção Policlínica iria também assinar a da Cidade Universitária. Pois bem, chegou o dia da assinatura da ordem de serviço da Policlínica e nada em se falar da “Cidade”, tudo porque a licitação ainda estava para ser concluída.Sabendo que essa ordem de serviço não sairia, os universitários Ícaro Vasconcelos e Diogo Lopes, juntamente com Jacqueline Sousa e Gabriela Leite, todos cursando o V semestre de Direito na URCA – Universidade Regional do Cariri, tomaram a iniciativa de fazer uma manifestação pacífica a fim de lembrar e mostrar ao governador que estão esperando o começo das obras e acima de tudo, precisando de um lugar mais adequado para os fins acadêmicos. Então estes alunos saíram de sala em sala da URCA convidando os alunos a comparecerem e que fizessem a manifestação. Infelizmente, nem todos tem essa preocupação de querer contribuir para a evolução do ensino universitário em nossa cidade e poucos alunos marcaram presença ao evento.
Com apitos, faixas e gritos, os universitários agitaram a praça e chamaram a atenção de todos os presentes, assim como de TODAS autoridade que encontravam-se no palco. Faixas como: “Governador, cadê o CAMPUS?”, “Alunos da URCA pedem início das obras da Cidade Universitária”, “Temos pressa”, fizeram com que todas as autoridades, com exceção de uma, falassem sobre a nossa manifestação (pacífica) e sobre a importância de um centro como este para a nossa cidade e toda região. O governador Cid, ao início de seu discurso pediu para que os alunos levantassem as faixas e leu uma por uma e agradeceu dizendo que gosta de cobrança em seu governo. Continuando, Cid falou que o custo da obra que inicialmente era de R$ 15 mi, a empresa faria um abatimento para ficar em torno de R$ 12 mi, e que a maior demora foi por causa da empresa que perdeu a licitação recorreu e assim adiando. Prometeu até o fim desde mês de abril vir aqui ou mandar alguém assinar a ordem de serviço com inicio instantâneo, e que até o término de seu mandato finalizar a obra.

Nota: Os alunos Ícaro Vasconcelos e Diogo Lopes agradecem a todos os que deram força, que ajudaram, confeccionaram os cartazes, aos que compareceram, que apitaram e que sonham com esta importante obra para todos os estudantes de nossa região. Àqueles alunos de Ed. Física, Enfermagem e Direito que compareceram, o nosso Muito Obrigado!

CEARÁ, DIREITINHOS, IGUATU

Um comentário:

  1. DENÚNCIA: SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ – UMA HISTÓRIA QUE NINGUÉM CONHECE PORQUE JAMAIS FOI CONTADA...



    "As Vítimas do Massacre do Sítio Caldeirão
    têm direito inalienável à Verdade, Memória,
    História e Justiça!" Otoniel Ajala Dourado



    O MASSACRE APAGADO DOS LIVROS DE HISTÓRIA


    No município de CRATO, interior do CEARÁ, BRASIL, houve um crime idêntico ao do “Araguaia”, foi o MASSACRE praticado pelo Exército e Polícia Militar do Ceará em 10.05.1937, contra a comunidade de camponeses católicos do SÍTIO DA SANTA CRUZ DO DESERTO ou SÍTIO CALDEIRÃO, cujo líder religioso era o beato "JOSÉ LOURENÇO GOMES DA SILVA", paraibano de Pilões de Dentro, seguidor do padre CÍCERO ROMÃO BATISTA, encarados como “socialistas periculosos”.



    O CRIME DE LESA HUMANIDADE


    O crime iniciou-se com um bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como metralhadoras, fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram na “MATA CAVALOS”, SERRA DO CRUZEIRO, mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como juízes e algozes. Meses após, JOSÉ GERALDO DA CRUZ, ex-prefeito de Juazeiro do Norte/CE, encontrou num local da Chapada do Araripe, 16 crânios de crianças.


    A AÇÃO CIVIL PÚBLICA AJUIZADA PELA SOS DIREITOS HUMANOS


    Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará é de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira e Acordos e Convenções internacionais, por isto a SOS DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - CE, ajuizou em 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo: a) que seja informada a localização da COVA COLETIVA, b) a exumação dos restos mortais, sua identificação através de DNA e enterro digno para as vítimas, c) liberação dos documentos sobre a chacina e sua inclusão na história oficial brasileira, d) indenização aos descendentes das vítimas e sobreviventes no valor de R$500 mil reais, e) outros pedidos



    A EXTINÇÃO SEM JULGAMENTO DE MÉRITO DA AÇÃO


    A Ação Civil Pública foi distribuída para o Juiz substituto da 1ª Vara Federal em Fortaleza/CE e depois, para a 16ª Vara Federal em Juazeiro do Norte/CE, e lá em 16.09.2009, extinta sem julgamento do mérito, a pedido do MPF.



    AS RAZÕES DO RECURSO DA SOS DIREITOS HUMANOS PERANTE O TRF5


    A SOS DIREITOS HUMANOS apelou para o Tribunal Regional da 5ª Região em Recife/PE, argumentando que: a) não há prescrição porque o massacre do SÍTIO CALDEIRÃO é um crime de LESA HUMANIDADE, b) os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO não desapareceram da Chapada do Araripe a exemplo da família do CZAR ROMANOV, que foi morta no ano de 1918 e a ossada encontrada nos anos de 1991 e 2007;



    A SOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA O BRASIL PERANTE A OEA


    A SOS DIREITOS HUMANOS, igualmente aos familiares das vítimas da GUERRILHA DO ARAGUAIA, denunciou no ano de 2009, o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos – OEA, pelo DESAPARECIMENTO FORÇADO de 1000 pessoas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    QUEM PODE ENCONTRAR A COVA COLETIVA


    A “URCA” e a “UFC” com seu RADAR DE PENETRAÇÃO NO SOLO (GPR) podem localizar a cova coletiva, e por que não a procuram? Serão os fósseis de peixes do "GEOPARK ARARIPE" mais importantes que os restos mortais das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO?



    A COMISSÃO DA VERDADE


    A SOS DIREITOS HUMANOS busca apoio técnico para encontrar a COVA COLETIVA, e que o internauta divulgue a notícia em seu blog/site, bem como a envie para seus representantes no Legislativo, solicitando um pronunciamento exigindo do Governo Federal a localização da COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO.


    Paz e Solidariedade,



    Dr. Otoniel Ajala Dourado
    OAB/CE 9288 – 55 85 8613.1197
    Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
    Editor-Chefe da Revista SOS DIREITOS HUMANOS
    Membro da CDAA da OAB/CE
    www.sosdireitoshumanos.org.br
    sosdireitoshumanos@ig.com.br

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